Os Vosges são um belo destino de inverno para caminhadas com raquetes de neve! Embora não atinjam grande altitude (1424 m no Grand Ballon), o maciço pode ter neve a altitudes relativamente baixas devido ao clima continental. A combinação de florestas, cumeadas e lagos reúne os ingredientes para belas caminhadas com raquetes de neve.
Eis as nossas descrições de percursos com raquetes de neve nos Vosges.

Condições para a prática:
Há percursos suficientes para vários dias de caminhadas variadas com raquetes de neve e sem grandes dificuldades técnicas. As encostas têm geralmente declives moderados. Os troços mais íngremes são curtos. Em geral, é bastante fácil orientar-se.
Atenção à única verdadeira dificuldade: pode fazer muito frio, sobretudo nas cristas quando há vento. Tenha este fator em conta: leve roupa adequada, incluindo collants e camisolas térmicas, e planeie caminhadas não demasiado longas se o frio for intenso, sobretudo se não houver abrigo no percurso.
Nas cristas, não se aproxime da borda das cornijas de neve, que podem desprender-se.
Não se esqueça de que os Vosges são também um magnífico local para praticar esqui de fundo.
Fizemos percursos nos arredores de Gérardmer e La Bresse, no coração do maciço. Mapa IGN 3618OT «Le Hohneck-Gérardmer».
Eis algumas ideias de percursos com raquetes de neve nos Vosges, para descobrir paisagens magníficas:

Para aquecer: comece por desfrutar da floresta!
Porque é bonito:
Os Vosges estão amplamente cobertos por uma floresta tão bela como variada, com abetos ou píceas majestosos em alguns locais e, noutros, faias de formas por vezes retorcidas e invulgares, além de muitas outras espécies. Sob o manto de neve, os ramos cobrem-se ora de branco, ora de cristais de gelo. As árvores formam por vezes verdadeiros caramanchões de neve. Os troncos oferecem contrastes impressionantes quando a neve forma faixas brancas no lado exposto ao vento. É, simplesmente, lindíssimo!
Percursos com raquetes de neve na floresta:
São ideais para começar: paisagens bonitas, percursos fáceis com declives moderados e bem sinalizados.
O mais simples é aproveitar os percursos bem sinalizados das estâncias de esqui (acesso gratuito): fizemos várias caminhadas a partir de les Bas-Rupt, perto de Gérardmer. Pode partir junto à base da rampa de saltos, perto da estalagem la Drosera, ou um pouco mais acima, junto ao chalet des Hautes Vannes, onde começam as pistas de altitude. Os percursos vão de 1,7 a 9 km. São ótimos para «aquecer» as raquetes em passeios até 3H.
A floresta é bonita, mas depois terá vontade de ver mais longe.
Abra os horizontes: suba às cristas.
Um horizonte aberto:
Para desfrutar de espaços abertos e belas vistas, é preciso subir acima da floresta. O mais agradável é organizar os passeios em torno da crista principal, que passa pelos cumes do Tanet, do Hohneck e do Rainkopf.
Os Vosges têm também muitos lagos, que podem ser pontos de passagem ou destinos das caminhadas com raquetes de neve.

Percursos com raquetes de neve nas cristas:
Os percursos mais bonitos partem do col de la Schlucht, o acesso mais direto às cristas. Vale a pena fazer 2 caminhadas, uma para cada lado da portela:
- Caminhada com raquetes de neve do Col de la Schlucht ao cume do Hohneck, com regresso por uma cota inferior, passando por Le Collet.
As vistas mais bonitas!
Do parque de estacionamento do col de la Schlucht, partimos para a direita, seguindo o GR5, que começa do lado esquerdo da capela. Depois de uma bela subida pela floresta, chegamos às pastagens de altitude, com vistas magníficas para a crista e o vale. Subimos à crista e seguimos ao longo dela até ao cume do Hohneck, mantendo distância da borda da cornija. Magnífica vista de 360°.
Continuamos primeiro pela crista, antes de virar rapidamente à direita em direção a Schmargult. Antes de Schmargult, descemos ao longo de uma pista de esqui alpino e viramos à direita para um caminho, ou estrada, na floresta. Atravessamos 2 pistas de esqui para chegar ao restaurante «Le bas du Hohneck», assinalado como Chalet e 1245 no mapa IGN. Do cume, poderíamos ter descido diretamente até este ponto. Seguimos pelo trilho à esquerda do restaurante em direção ao col de Framont e viramos à esquerda para o Jardin d’Altitude e Le Collet, de onde subimos pela floresta até ao col de la Schlucht.
Demorámos cerca de 5 horas, incluindo pausas e piquenique.
- Caminhada com raquetes de neve do col de la Schlucht ao lac Vert, passando pelo cume do Tanet.
Magnífico passeio muito variado, alternando floresta, clareiras e cristas, com passagens sob caramanchões de neve e, como destino final, o lac Vert na sua bacia.
Do parque de estacionamento do col de la Schlucht, seguimos pelo GR5, um pouco mais acima, à esquerda. Pouco depois, o trilho acompanha a crista a maior ou menor distância, com vistas ocasionais para o vale, que no nosso caso estava coberto de nevoeiro. Depois do cume do Tanet, continuamos pelo GR5 e descemos ao lago pelo caminho florestal. Para regressar, seguimos pelo trilho à esquerda da cabana fechada da barragem e subimos pelo trilho assinalado «Lybruck» até à crista, regressando pelo mesmo trilho da ida. Também seria possível continuar mais abaixo, pela estância, e subir depois do refúgio Shupferen.
Também aqui demorámos cerca de 5 horas, incluindo pausas e piquenique.

Também é possível chegar à crista pelo lado de La Bresse:
- Caminhada com raquetes de neve do Pont du Lac de Blanchemer ao cume do Rainkopf, passando pelo lac de Blanchemer.
Belo cenário encaixado do lac de Blanchemer e vista do cume do Rainkopf. No nosso caso, o tempo estava fechado e voltámos um pouco antes.
Para fazer um percurso relativamente curto, tendo em conta o tempo, partimos do parque de estacionamento do Pont du lac de Blanchemer. Também é possível fazer um circuito mais longo pela floresta, partindo do col de Bramont.
Chegamos ao lago por uma estrada florestal coberta de neve, fechada ao trânsito e perfeita para andar de trenó. Junto ao lago, uma cabana aberta permite abrigar-se se necessário. O trilho sobe à direita da cabana e encontra a estrada florestal. No cruzamento, seguimos pelo caminho que faz uma curva apertada à direita. Chegamos ao refúgio fechado de Freschmuss e depois ao Rainkopf. Regressamos pelo mesmo caminho.
Por fim, também nos falaram de um belo passeio com raquetes de neve até ao cume do Grand Ventron, pelas vistas, provavelmente com partida da localidade de Ventron.
